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trabalho de parto

Conteúdos

1ª fase do trabalho de parto: dilatação do colo do útero Tempo: 12 a 48 horas: a cérvix começa a dilatar e a ficar mais fina preparando-se para passagem do bebé pelo canal de parto e o nascimento.

1ª fase do parto: dilatação do colo do útero

O parto pode dividir-se em três fases distintas e não há uma regra para o tempo de duração de cada uma delas.

A duração de cada fase varia de mulher para mulher e, eventualmente, poderá ser mais breve em mulheres que já foram mães anteriormente pela maior facilidade de dilação da cérvix.

As 3 fases do trabalho de parto:

1ª Fase do parto: dilatação do colo do útero

Esta é a fase mais longa do trabalho de parto. A cérvix começa a dilatar e a ficar mais fina preparando-se para passagem do bebé pelo canal de parto e o nascimento. Esta fase subdivide-se em três etapas que correspondem a diferentes momentos de dilatação do colo do útero: fase inicial, fase ativa e fase de transição ou parto ativo.

1ª Etapa - fase inicial

O início da dilatação da cérvix marca o início do trabalho de parto. Começará a sentir contrações ligeiras (entre 40 a 50 segundos) e espaçadas (a cada 10 minutos) que empurram progressivamente o seu bebé em direção ao canal de parto. Normalmente, nesta fase, atinge os 3 cm de dilatação.

Se a sua gravidez correu normalmente e não há nenhuma indicação do seu médico para se dirigir ao local onde planeou ter o seu bebé, esta fase é passada em casa.

O que pode esperar:

  • Contrações irregulares, mais ou menos dolorosas, e que se tornam progressivamente mais frequentes, longas e fortes
  • Rutura da "bolsa de água" (bolsa com o líquido amniótico que contém o bebé)
  • Falta de apetite e algum mal-estar. Lembre-se que é fundamental manter-se bem hidratada e com bons níveis de energia para enfrentar as longas horas que se aproximam. Mesmo que não tenha apetite, faça refeições leves e nutritivas ao longo do dia e beba muita água

O que pode fazer:

  • Quando sentir as primeiras contrações, comece a cronometrá-las. Assim que se tornarem regulares (cerca de 3 contrações em cada 15 minutos), significa que entrou em trabalho de parto
  • Tente manter-se calma, relaxada e tranquila. Lembre-se que as próximas horas serão física e emocionalmente exigentes e que tudo deverá fazer para se preparar para as etapas que se aproximam
  • Medite, faça uma sesta, veja um filme, exercite a sua respiração, tome um banho, peça uma massagem enfim, faça tudo o que poder para aliviar a dor e a tensão e para se sentir bem-disposta, alerta e confiante
  • Com o aumento das dores e do desconforto físico, deverá dirigir-se para a maternidade/hospital. Se puder, evite conduzir. Peça a alguém para a levar, chame um táxi ou uma ambulância
  • Não se esqueça dos seus documentos pessoais (Bilhete de identidade/Cartão de Cidadão e Cartão de Identificação do Utente do SNS), do Boletim de Saúde da Grávida, da mala do bebé e da sua (roupa e artigos de higiene pessoal). Da próxima vez que regressar a casa, já trará o seu bebé ao colo!
2ª Etapa - fase ativa

Quando chegar ao hospital/maternidade, será possível que tenha que aguardar para dar entrada. Durante esse tempo, que parece uma eternidade, procure manter-se calma, apoie-se no seu companheiro ou na pessoa que tem a seu lado. Se sentir dores fortes, diga-o assim que der entrada para que possa ser prontamente assistida.

Depois de preparada, será encaminhada para observação e avaliação do nível de dilatação da cérvix. A sua temperatura e pulsações serão medidas e registadas.

Se ainda estiver no início do parto (menos do que 3 cm de dilatação), é provável que seja aconselhada a voltar para casa e aguardar mais algumas horas ao invés de ficar internada. Por norma, considera-se que se entra em trabalho de parto quando o colo do útero apresenta uma dilatação de 3 cm. Até atingir esta dilatação, poderá sentir-se mais confortável e segura em casa onde se pode posicionar e distrair de acordo com o que resulta melhor para si.

Caso o parto esteja estabelecido, continuará a ser monitorizada para avaliar o nível de dilatação da cérvix. O bebé também será monitorizado permanentemente, através do Cardiotocografia (CTG), para observação da frequência cardíaca. Através deste exame, é possível avaliar o nível de bem-estar do bebé (a sua frequência cardíaca permite aferir a forma como está a reagir ao trabalho de parto), ao mesmo tempo que regista as suas contrações uterinas. Esta vigilância permite uma rápida e eficiente intervenção da equipa médica, caso seja detetado algum sinal de alerta.

Se o seu intuito for receber medicação para o alívio da dor, poderá ser realizada a analgesia epidural.

O que pode esperar:

  • Aumento da intensidade das contrações (com intervalos de 3 a 5 minutos).
  • Desconforto físico e cansaço motivado por estar muito tempo na mesma posição.
  • Ansiedade, medo, isolamento.
  • As membranas poderão ser artificialmente rompidas. Este processo não é doloroso e pode contribuir para aumentar o ritmo da progressão da dilatação.
3ª Etapa - transição ou parto ativo

Esta fase inicia-se quando tiver cerca de 4 cm de dilatação cervical com a extinção/apagamento total do colo e poderá ser transferida para a sala de partos. A partir deste momento, o seu companheiro já poderá ficar a seu lado para a apoiar. 

Ao longo do período de dilatação da cérvix, a intensidade das dores aumenta e as contrações tornam-se mais regulares e menos espaçadas no tempo (com 2 a 3 minutos de intervalo entre si). Durante esta fase, é espectável que o colo do útero abra, sensivelmente, 1 cm por hora.

Esta abertura é provocada por dois fatores: pelas contrações do útero e pela pressão que o bebé vai exercendo sobre o canal de parto à medida que vai descendo.

À medida que o bebé pressiona a zona pélvica, poderá sentir necessidade de fazer força. No entanto, será aconselhada a não o fazer até que a cérvix esteja completamente dilatada (10 cm) por forma a evitar lesões, hemorragias ou outras complicações.

Esta fase costuma ser a fase mais curta do trabalho de parto. Mantenha-se objetiva, concentrada, exercite a respiração e aplique as técnicas de relaxamento. 

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21 de Janeiro de 2013
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